segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
A IDADE DO FERRO
Poder-se-á dizer de todo o meu trabalho, cada escultura é um fotograma de um enorme filme que um dia se completará, ou não .
Não nasci para ser um mestre, mas para ser sempre um aprendiz, não trabalho para mim próprio, a arte como a concebo é quase um serviço para os outros. O que faço é construir uma escultura e um sítio para ela, tudo o resto deixo a quem vê.
Vale a pena ver exposições pelas quais é preciso lutar, obras de arte que não sejam fáceis, que não se ofereçam.
Na minha exposição, não vão entrar 300 mil pessoas ao fim de semana . A porta do meu trabalho é demasiado estreita para isso, mas não tem problema, porque a arte não é para todos.
As estratégias de popularização e massificação de arte convêm a quem quer manter um publico na ignorância.
Por vezes chega a ser uma imagem embaraçosa e grotesca, mas, o que podemos fazer numa sociedade que preza mais a quantidade do que a qualidade?
se tudo for cantabilizado pelo número de espectadores e as quantidades de dinheiro envolvidos, não estamos a falar de arte, mas de espetáculo, de sensacionalismo, de economia, de números, tal como o futebol ou na televisão.
Para mim, o , mais importante não é a quantidade de espectadores, basta haver um que seja tocado por uma obra de arte estará salva e poderá continuar a existir ...
RUI CHAVES
JL
terça-feira, 25 de março de 2014
JÁ É DIA
É uma benção poder, receber o prazer
de um bom livro, um excelente filme
um bom conselho, o nascer do dia
ou um simples " Bom dia " de um filho ...
Por vezes esgotamos as nossas energias
com batalhas infinitas, e desnecessárias
quando deveríamos concentrar esforços
para alcançar o bem, espiritual e físico ...
Quero com todas as minhas forças
caminhar para a luz, afastando de mim
e da minha família o pesadelo que é
temer o sorriso, a alegria de estar vivo ...
Pepedrópo
sexta-feira, 21 de março de 2014
ALTAS HORAS
Quando o mundo dorme eu ando aqui
a pensar como é bom estar vivo
a ouvir um grande blues é assim
a malucos para todas as festas
esta é a minha...
Adoro ver a minha família a dormir
e sentir que eu estou a tomar conta;
O GUARDIÃO ...
a pensar como é bom estar vivo
a ouvir um grande blues é assim
a malucos para todas as festas
esta é a minha...
Adoro ver a minha família a dormir
e sentir que eu estou a tomar conta;
O GUARDIÃO ...
terça-feira, 11 de março de 2014
SÓ CONSIGO DIZER OBRIGADO
https://www.youtube.com/watch?v=22mmq_okXoA
Adoro quando a vida me oferece prendas; Fico sempre com grande dificuldade perante
a convivência com ARTE boa MUITO BOA, qualquer que seja a sua natureza ...
Quando vejo um filme como:
August osage County
Lembro-me porque gosto tanto de cinema, adoro ser mexido por dentro,
chorar, rir, alto de forma expontânea, estando nas tintas para quem está ao lado
a enviar SMS, gosto de sentir que é bom estar vivo, e que viver não é
pera doce, mas que a alegria da viagem é navegar em mar agitado,
com receios, mas sempre com o objectivo de chegar a porto seguro,
mais não seja que temporariamente ...
Adorei o filme porque fala de NÓS PESSOAS sem o brilho da perfeição
dos contos de fadas, ou a agitação dos filmes de acção ...
Sou mais feliz por isso ...
Adoro quando a vida me oferece prendas; Fico sempre com grande dificuldade perante
a convivência com ARTE boa MUITO BOA, qualquer que seja a sua natureza ...
Quando vejo um filme como:
August osage County
Lembro-me porque gosto tanto de cinema, adoro ser mexido por dentro,
chorar, rir, alto de forma expontânea, estando nas tintas para quem está ao lado
a enviar SMS, gosto de sentir que é bom estar vivo, e que viver não é
pera doce, mas que a alegria da viagem é navegar em mar agitado,
com receios, mas sempre com o objectivo de chegar a porto seguro,
mais não seja que temporariamente ...
Adorei o filme porque fala de NÓS PESSOAS sem o brilho da perfeição
dos contos de fadas, ou a agitação dos filmes de acção ...
Sou mais feliz por isso ...
sábado, 1 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Cortes já chegaram aos quadrúpedes
Portanto já sabem: são, no máximo, quatro animais por apartamento. E, atenção, cães, só dois; gatos é que podem ser quatro. Não, não podem ser três chihuahua, nenhum conta por gato, nem chamando Bichana ou Sissi ao terceiro. Enfim, os nossos governantes mostram que não estão desatentos às mudanças da sociedade portuguesa. Ontem havia que controlar as entradas dos estudantes nas universidades. Agora que a juventude se vai embora, a prioridade é o numerus clausus dos animais nos apartamentos. Se isto não é a reforma do Estado, o que é uma reforma do Estado?! Estamos, pois, perante uma legislação pensada e cirúrgica, embora desta vez dedicada só aos pequenos quadrúpedes. As carraças (oito patas) num fox terrier até podem ser 36, mas só conta o cão. Esse fox terrier e um labrador com pulgas (seis patas) também só contam como duas pessoas jurídicas, dois cães, portanto, dentro da norma. Porém, se o Bobi e a Laica tiverem uma ninhada, evidentemente os cachorros têm de sair da sua zona de conforto e emigrar para outro apartamento. As atuais e tão necessárias medidas devem ser consideradas somente as precursoras de um pacote que se estenderá em breve à cabra na banheira do 5.º direito e ao burro na varanda, símbolos da economia subterrânea que tem de ser combatida. Os peixinhos de aquário aguardam outra abordagem porque o direito marítimo, como se sabe, é muito específico. Caso bicudo vai ser com as lagartas: quando virarem borboletas herdam o precedente direito ao apartamento?
Ferreira Fernandes
ao DN
domingo, 23 de fevereiro de 2014
TOMÁS PEDREIRA
Parabéns meu filho, faz hoje seis anos que mudas-te a minha vida para sempre, és a minha força e quero muito estar lá SEMPRE para te proteger, amar, apaparicar, ensinar, aprender, caminhar ao teu lado nesta tua viagem que desejo que seja longa.
Gostava que algures na tua personalidade, que é forte e muito vincada, encontrasses um meio termo mais calmo, isto somente para poderes ser mais feliz, mas és livre de fazer as tuas escolhas eu quero e irei estar estar sempre para ti, meu BAZARUCA, se o meu amor por ti falasse irias perceber como é grande o sentimento que me une a ti ...
Que este dia se repita por muitos e felizes DIVERTE-TE
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A REALIDADE
Existe o “Yes
man”. Todos sabem quem é e o mal que
causa. Mas existe o "May be man". E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o
impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que
todos, no final, reconhecerão como familiar.
O "May be man" vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o "Yes man" e o "May be man" não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o "Yes man" aposta na bajulação de um chefe, o "May be man" não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o "May be man" ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o "May be man" não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o "May be Man", uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Afinal, o "May be man" é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O "May be man" entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O "May be man" descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o "May be man" actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O "May be man" aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o "May be man" não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o "May be man". Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do "May be man" não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O "May be Man" é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.
O "May be man" vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o "Yes man" e o "May be man" não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o "Yes man" aposta na bajulação de um chefe, o "May be man" não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o "May be man" ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o "May be man" não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o "May be Man", uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Afinal, o "May be man" é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O "May be man" entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O "May be man" descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o "May be man" actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O "May be man" aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o "May be man" não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o "May be man". Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do "May be man" não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O "May be Man" é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.
Mia Couto
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
LUCAS O CÃO PRETO

Ontem, fiquei cilindrado com algo que assisti ...
Entro na minha carrinha para ir ao banco fazer um depósito, e vejo um cão pequeno com o seu dono a passear, logo depois vejo, o LUCAS o cão preto, de um amigo, e digo amigo porque não gosto de dizer conhecido, não sei o seu nome, mas sempre falamos, e quase sempre sobre cães ou musica, é amigo de um amigo meu, que tocou comigo nos UMMADJAM, já assistiu a vários concertos desta banda que tenho muitas saudades, bem já me estou a perder ...
Logo em seguida vejo o LUCAS a correr e iniciar uma luta com o outro cão, nada muito violento, dado ao tamanho dos envolvidos, mas o dono do cão pequeno assustado tentou separar, como pode, usando mais a tática do pontapé, que para mim quando os cão estão pegados não é o mais indicado, eu que tenho a mania de salvar O MUNDO este e o OUTRO, parei a minha carrinha e corri para ajudar, mas em plena corrida vejo o LUCAS A CAIR, quando chego ao pé dele está com a língua de fora a estrebuchar, o meu amigo apareceu entretanto, ficou em panico, desatou a chorar pensando que o cão tinha sido atropelado, eu expliquei o que se tinha passado, e disse que o melhor era ir o mais rápido ao veterinário;
Indiquei o mais perto, e para acalmar os donos em desespero, disse olha que eu ainda estou a sentir o coração do animal, mas estava muito fraquinho ...
Eles voaram para o veterinário eu não aguentei também fui, passados uns minutos apareceu o médico a dizer que o LUCAS tinha morrido, com um ataque cardíaco, fiquei mal muito mal, já para não falar do meu amigo, deixei os donos, porque nestas horas o luto é sempre uma coisa muito pessoal, eles agradeceram-me por tudo ...
O resto do meu dia não consegui esquecer o sucedido, cada vez mais penso que para morrer basta estar vivo, o LUCAS era amigo do meu ZORBA tenho pena do animal, não consigo ser indiferente, sem falar olhei para o ZORBA e disse: Olha meu lindo o LUCAS já foi, ficas-te com menos um amigo; Ele olhou para mim como se falasse e disse: Tenho pena era um bom companheiro ...
Vai com Deus LUCAS o cão preto.
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